
Arquitetura Hospitalar
Arquitetura Hospitalar | Imagem: Imagem de djedj por Pixabay.
A saúde é uma área de extrema importância em nossa vida, um ser humano saudável encontra os requisitos necessários para ter uma vida com equilíbrio, força e vigor; e o que nos cerca como, ambientes, ar, luminosidade, possui certo nível de influência em nosso bem-estar. No artigo de hoje trazemos algumas formas de como a Arquitetura atua auxiliando em nossa saúde com a prevenção de infecções no ambiente hospitalar, confira conosco!
LOCALIZAÇÃO
É de grande importância que se pense em uma localização estratégica, de forma a garantir que pessoas de diferentes áreas possam ter um acesso mais facilitado e ajudar na não sobrecarga de outros hospitais locais, gerando um atendimento eficiente e de qualidade para os pacientes.
Deve-se buscar áreas que sejam providas de boa insolação e ventilação proporcionando aeração dos ambientes, e auxiliando assim na prevenção de contaminação de doenças.
SETORIZAÇÃO
Ao projetar e organizar espaços de maneira estratégica, os hospitais podem reduzir significativamente o risco de infecções hospitalares, protegendo a saúde e a segurança dos pacientes, profissionais de saúde e visitantes, e podendo melhorar a eficiência operacional do hospital, o conforto dos pacientes e a colaboração entre equipes multidisciplinares.
Isolar áreas de tratamento de doenças infecciosas de outras partes do hospital ajuda a prevenir a propagação de infecções. Setores como salas de cirurgia e unidades de terapia intensiva são mantidos estéreis e isolados para garantir ambientes controlados e seguros.
Dessa forma, uma setorização clara permite que pacientes, visitantes e funcionários encontrem facilmente os serviços que necessitam, reduzindo o tempo gasto na locomoção dentro do hospital e obtendo resposta mais rápida no atendimento ao pronto socorro, cirurgia, entre outros, desempenhando um papel crucial na entrega de cuidados de saúde de alta qualidade.
FLUXO
O fluxo de um hospital, ou seja, a maneira como pacientes, funcionários, informações e recursos se movem dentro da instituição, é um componente fundamental para garantir a eficiência, a qualidade do atendimento e a segurança dos pacientes.
Um fluxo eficiente minimiza o tempo que os pacientes passam esperando para serem atendidos, desde a triagem inicial até a alta. Isso é crucial em situações de emergência. Melhora também a experiência geral do paciente, reduzindo o estresse e a ansiedade associados à espera e à navegação pelo hospital.
Para isso, os ambientes precisam ser dispostos estrategicamente, considerando áreas restritas, de risco de contaminação e de passagem. Essa organização pode melhorar a eficiência operacional do hospital, reduzir a confusão e o estresse dos pacientes e visitantes, e facilitar a gestão de emergências e evacuações.
ACABAMENTOS DE PAREDES E PISOS
São vários os materiais para revestimento de pisos e paredes. Os mais usuais para áreas críticas e similares são: azulejos, placas melamínicas e pintura desprovida de cheiro. É importante que sejam laváveis e resistam aos desinfetantes usuais. Os acabamentos que suportam desinfetantes agressivos garantem que a limpeza possa ser feita com produtos potentes sem danificar as superfícies.
Acabamentos lisos e não porosos impedem a acumulação de sujeira e micro-organismos, facilitando a limpeza e desinfecção eficazes. Materiais como vinil, epóxi e cerâmica são populares por essa razão. Além disso. os acabamentos duráveis que resistem a arranhões e danos mantêm suas propriedades higiênicas por mais tempo. Pisos de alta resistência, como resina epóxi, mantêm a integridade mesmo em áreas de tráfego intenso.
Dessa forma, os acabamentos que contribuem para um ambiente agradável e menos estressante podem melhorar o bem-estar dos pacientes e a eficiência dos funcionários, sendo a escolha de acabamentos adequados para paredes e pisos uma parte integral da estratégia de controle de infecções hospitalares, contribuindo para a criação de um ambiente mais seguro e saudável para pacientes e profissionais de saúde.
TRATAMENTO DE MATERIAIS / ROUPAS SUJOS
Roupas e Materiais hospitalares são fatores comuns no âmbito hospitalar, todos partilham de algum tipo de roupa como lençol, fronha, protetor de colchão, etc. ou material cirúrgico, de lavagem, dentre outros.
A arquitetura deve garantir a separação clara entre os fluxos de materiais limpos e sujos, minimizando o risco de contaminação cruzada. Isso inclui áreas de recebimento e processamento distintas para materiais sujos e limpos.
Assim, é importante que seja feita a lavagem correta em ambiente apropriado ambos. E, na arquitetura, as soluções adotadas são corredores, rampas, elevadores, que prestam o serviço de transporte e fluxo adequado às atividades de limpeza e o planejamento de ambientes adequados às funções.
HIGIENIZAÇÃO DE MÃOS
A higienização das mãos é um dos métodos mais importantes para prevenir infecções. De maneira geral, sempre que houver paciente acamado ou não, examinado, medicado ou tratado deverá haver recursos para lavagem de mãos, com instalação de lavatório.
A arquitetura hospitalar pode facilitar a higienização das mãos através de um design estratégico que promove acessibilidade e conveniência, como a integração de estações de higienização em pontos críticos do fluxo de trabalho hospitalar, como áreas de triagem, quartos de pacientes e áreas de procedimentos, para que a higienização das mãos se torne uma parte natural e fácil do atendimento.
A arquitetura hospitalar, portanto, é sobre criar ambientes que suportem e melhorem a qualidade do cuidado com a saúde, a eficiência operacional e o bem-estar geral de todos os usuários do sistema hospitalar.
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